O Noviço. Do Paço de Azeitão ao Convento dos Capuchos, primeiro e único romance do sintrense Fernando Faria, publicado em 2015, constitui um belíssimo retrato ficcional da fundação do Convento dos Capuchos, em 1560, sob patronato de D. Álvaro de Castro, proprietário da Quinta da Penha Verde e filho de D. João de Castro, vice-rei da Índia. Com explícita vocação literária, dotado de uma extensíssima amplidão lexical apropriada à cultura Quinhentista, Fernando Faria, dominando os usos e costumes da época, tantos os populares como os da corte, cruza, no seu romance, a vida no ermitério dos Capuchos, durante o seu primeiro ano de existência, com a vida de devoção e penitência de o “Noviço”, isto é, de Agostinho Pimenta ou, como se tornará conhecido na história da literatura portuguesa, frei Agostinho da Cruz. Assistimos, assim, à iniciação de Frei Agostinho da Cruz (da “Cruz” porque o Convento dos Capuchos teve nascimento com a designação de Convento da Santa Cruz), no interior dos franciscanos observantes portugueses, ou Arrábidos, que no século XVI, intentavam, à imitação do impulso inicial de S. Francisco de Assis, trezentos anos antes, restaurar pelo exemplo pessoal o domínio das virtudes de pobreza, humildade e castidade, há muito esquecidas no interior dos conventos, bem como na própria igreja. Os “Capuchos” (porque o hábito compreendia a existência de um capuz que protegia a cabeça da atmosfera gélida dos picos das serras onde se erguiam os conventos) ou Arrábidos (porque fora na serra da Arrábida o primeiro convento dos franciscanos observantes) tornam-se, assim, no início da Idade Moderna, os mais intrépidos defensores de uma vida solitária, de oração e penitência, em harmonia com a natureza, reprodutora da harmonia íntima com Deus, de expiação das tentações do corpo, macerando este por via de uma contínua flagelação ao nível da alimentação, do repouso (celas de espaço diminuto), dos jejuns, da oração, pela qual intentam libertar a alma. MIGUEL REAL BELÍSSIMO RETRACTO FICCIONAL DO CONVENTO DOS CAPUCHOS
FERNANDO MORAIS GOMES MISSA DAS DEZ EM S.MARTINHO EDUARDO SÉRGIO O OLHO DA LIBÉLULA FILOMENA MARONA BEJA A SENHORA INFANTA EM SINTRA GALOPIM DE CARVALHO PEGADAS NA PRAIA GRANDE DO RODÍZIO

Revista cultural de Sintra

RAQUEL OCHOA BOM DIA OU GOOD MORNING? GONÇALO MOLEIRO "A ARQUITECTURA E O MODO COMO QUEREMOS VIVER" JOÃO RODIL CHRISTOPHER ISHERWOOD E A GERAÇÃO AUDEN EM SINTRA MIGUEL REAL BELÍSSIMO RETRACTO FICCIONAL DO CONVENTO DOS CAPUCHOS

Copyright © 2017 João Lourenço

MIGUEL REAL BELÍSSIMO RETRACTO FICCIONAL DO CONVENTO DOS CAPUCHOS
FERNANDO MORAIS GOMES MISSA DAS DEZ EM S.MARTINHO EDUARDO SÉRGIO O OLHO DA LIBÉLULA FILOMENA MARONA BEJA A SENHORA INFANTA EM SINTRA GALOPIM DE CARVALHO PEGADAS NA PRAIA GRANDE DO RODÍZIO
O Noviço. Do Paço de Azeitão ao Convento dos Capuchos, primeiro e único romance do sintrense Fernando Faria, publicado em 2015, constitui um belíssimo retrato ficcional da fundação do Convento dos Capuchos, em 1560, sob patronato de D. Álvaro de Castro, proprietário da Quinta da Penha Verde e filho de D. João de Castro, vice-rei da Índia. Com explícita vocação literária, dotado de uma extensíssima amplidão lexical apropriada à cultura Quinhentista, Fernando Faria, dominando os usos e costumes da época, tantos os populares como os da corte, cruza, no seu romance, a vida no ermitério dos Capuchos, durante o seu primeiro ano de existência, com a vida de devoção e penitência de o “Noviço”, isto é, de Agostinho Pimenta ou, como se tornará conhecido na história da literatura portuguesa, frei Agostinho da Cruz. Assistimos, assim, à iniciação de Frei Agostinho da Cruz (da “Cruz” porque o Convento dos Capuchos teve nascimento com a designação de Convento da Santa Cruz), no interior dos franciscanos observantes portugueses, ou Arrábidos, que no século XVI, intentavam, à imitação do impulso inicial de S. Francisco de Assis, trezentos anos antes, restaurar pelo exemplo pessoal o domínio das virtudes de pobreza, humildade e castidade, há muito esquecidas no interior dos conventos, bem como na própria igreja. Os “Capuchos” (porque o hábito compreendia a existência de um capuz que protegia a cabeça da atmosfera gélida dos picos das serras onde se erguiam os conventos) ou Arrábidos (porque fora na serra da Arrábida o primeiro convento dos franciscanos observantes) tornam-se, assim, no início da Idade Moderna, os mais intrépidos defensores de uma vida solitária, de oração e penitência, em harmonia com a natureza, reprodutora da harmonia íntima com Deus, de expiação das tentações do corpo, macerando este por via de uma contínua flagelação ao nível da alimentação, do repouso (celas de espaço diminuto), dos jejuns, da oração, pela qual intentam libertar a alma.
RAQUEL OCHOA BOM DIA OU GOOD MORNING? GONÇALO MOLEIRO "A ARQUITECTURA E O MODO COMO QUEREMOS VIVER" JOÃO RODIL CHRISTOPHER ISHERWOOD E A GERAÇÃO AUDEN EM SINTRA MIGUEL REAL BELÍSSIMO RETRACTO FICCIONAL DO CONVENTO DOS CAPUCHOS
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FERNANDO MORAIS GOMES MISSA DAS DEZ EM S.MARTINHO EDUARDO SÉRGIO O OLHO DA LIBÉLULA FILOMENA MARONA BEJA A SENHORA INFANTA EM SINTRA GALOPIM DE CARVALHO PEGADAS NA PRAIA GRANDE DO RODÍZIO
O Noviço. Do Paço de Azeitão ao Convento dos Capuchos, primeiro e único romance do sintrense Fernando Faria, publicado em 2015, constitui um belíssimo retrato ficcional da fundação do Convento dos Capuchos, em 1560, sob patronato de D. Álvaro de Castro, proprietário da Quinta da Penha Verde e filho de D. João de Castro, vice-rei da Índia. Com explícita vocação literária, dotado de uma extensíssima amplidão lexical apropriada à cultura Quinhentista, Fernando Faria, dominando os usos e costumes da época, tantos os populares como os da corte, cruza, no seu romance, a vida no ermitério dos Capuchos, durante o seu primeiro ano de existência, com a vida de devoção e penitência de o “Noviço”, isto é, de Agostinho Pimenta ou, como se tornará conhecido na história da literatura portuguesa, frei Agostinho da Cruz. Assistimos, assim, à iniciação de Frei Agostinho da Cruz (da “Cruz” porque o Convento dos Capuchos teve nascimento com a designação de Convento da Santa Cruz), no interior dos franciscanos observantes portugueses, ou Arrábidos, que no século XVI, intentavam, à imitação do impulso inicial de S. Francisco de Assis, trezentos anos antes, restaurar pelo exemplo pessoal o domínio das virtudes de pobreza, humildade e castidade, há muito esquecidas no interior dos conventos, bem como na própria igreja. Os “Capuchos” (porque o hábito compreendia a existência de um capuz que protegia a cabeça da atmosfera gélida dos picos das serras onde se erguiam os conventos) ou Arrábidos (porque fora na serra da Arrábida o primeiro convento dos franciscanos observantes) tornam-se, assim, no início da Idade Moderna, os mais intrépidos defensores de uma vida solitária, de oração e penitência, em harmonia com a natureza, reprodutora da harmonia íntima com Deus, de expiação das tentações do corpo, macerando este por via de uma contínua flagelação ao nível da alimentação, do repouso (celas de espaço diminuto), dos jejuns, da oração, pela qual intentam libertar a alma.
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O Noviço. Do Paço de Azeitão ao Convento dos Capuchos, primeiro e único romance do sintrense Fernando Faria, publicado em 2015, constitui um belíssimo retrato ficcional da fundação do Convento dos Capuchos, em 1560, sob patronato de D. Álvaro de Castro, proprietário da Quinta da Penha Verde e filho de D. João de Castro, vice-rei da Índia. Com explícita vocação literária, dotado de uma extensíssima amplidão lexical apropriada à cultura Quinhentista, Fernando Faria, dominando os usos e costumes da época, tantos os populares como os da corte, cruza, no seu romance, a vida no ermitério dos Capuchos, durante o seu primeiro ano de existência, com a vida de devoção e penitência de o “Noviço”, isto é, de Agostinho Pimenta ou, como se tornará conhecido na história da literatura portuguesa, frei Agostinho da Cruz. Assistimos, assim, à iniciação de Frei Agostinho da Cruz (da “Cruz” porque o Convento dos Capuchos teve nascimento com a designação de Convento da Santa Cruz), no interior dos franciscanos observantes portugueses, ou Arrábidos, que no século XVI, intentavam, à imitação do impulso inicial de S. Francisco de Assis, trezentos anos antes, restaurar pelo exemplo pessoal o domínio das virtudes de pobreza, humildade e castidade, há muito esquecidas no interior dos conventos, bem como na própria igreja. Os “Capuchos” (porque o hábito compreendia a existência de um capuz que protegia a cabeça da atmosfera gélida dos picos das serras onde se erguiam os conventos) ou Arrábidos (porque fora na serra da Arrábida o primeiro convento dos franciscanos observantes) tornam-se, assim, no início da Idade Moderna, os mais intrépidos defensores de uma vida solitária, de oração e penitência, em harmonia com a natureza, reprodutora da harmonia íntima com Deus, de expiação das tentações do corpo, macerando este por via de uma contínua flagelação ao nível da alimentação, do repouso (celas de espaço diminuto), dos jejuns, da oração, pela qual intentam libertar a alma.
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O Noviço. Do Paço de Azeitão ao Convento dos Capuchos, primeiro e único romance do sintrense Fernando Faria, publicado em 2015, constitui um belíssimo retrato ficcional da fundação do Convento dos Capuchos, em 1560, sob patronato de D. Álvaro de Castro, proprietário da Quinta da Penha Verde e filho de D. João de Castro, vice-rei da Índia. Com explícita vocação literária, dotado de uma extensíssima amplidão lexical apropriada à cultura Quinhentista, Fernando Faria, dominando os usos e costumes da época, tantos os populares como os da corte, cruza, no seu romance, a vida no ermitério dos Capuchos, durante o seu primeiro ano de existência, com a vida de devoção e penitência de o “Noviço”, isto é, de Agostinho Pimenta ou, como se tornará conhecido na história da literatura portuguesa, frei Agostinho da Cruz. Assistimos, assim, à iniciação de Frei Agostinho da Cruz (da “Cruz” porque o Convento dos Capuchos teve nascimento com a designação de Convento da Santa Cruz), no interior dos franciscanos observantes portugueses, ou Arrábidos, que no século XVI, intentavam, à imitação do impulso inicial de S. Francisco de Assis, trezentos anos antes, restaurar pelo exemplo pessoal o domínio das virtudes de pobreza, humildade e castidade, há muito esquecidas no interior dos conventos, bem como na própria igreja. Os “Capuchos” (porque o hábito compreendia a existência de um capuz que protegia a cabeça da atmosfera gélida dos picos das serras onde se erguiam os conventos) ou Arrábidos (porque fora na serra da Arrábida o primeiro convento dos franciscanos observantes) tornam-se, assim, no início da Idade Moderna, os mais intrépidos defensores de uma vida solitária, de oração e penitência, em harmonia com a natureza, reprodutora da harmonia íntima com Deus, de expiação das tentações do corpo, macerando este por via de uma contínua flagelação ao nível da alimentação, do repouso (celas de espaço diminuto), dos jejuns, da oração, pela qual intentam libertar a alma.
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O Noviço. Do Paço de Azeitão ao Convento dos Capuchos, primeiro e único romance do sintrense Fernando Faria, publicado em 2015, constitui um belíssimo retrato ficcional da fundação do Convento dos Capuchos, em 1560, sob patronato de D. Álvaro de Castro, proprietário da Quinta da Penha Verde e filho de D. João de Castro, vice-rei da Índia. Com explícita vocação literária, dotado de uma extensíssima amplidão lexical apropriada à cultura Quinhentista, Fernando Faria, dominando os usos e costumes da época, tantos os populares como os da corte, cruza, no seu romance, a vida no ermitério dos Capuchos, durante o seu primeiro ano de existência, com a vida de devoção e penitência de o “Noviço”, isto é, de Agostinho Pimenta ou, como se tornará conhecido na história da literatura portuguesa, frei Agostinho da Cruz. Assistimos, assim, à iniciação de Frei Agostinho da Cruz (da “Cruz” porque o Convento dos Capuchos teve nascimento com a designação de Convento da Santa Cruz), no interior dos franciscanos observantes portugueses, ou Arrábidos, que no século XVI, intentavam, à imitação do impulso inicial de S. Francisco de Assis, trezentos anos antes, restaurar pelo exemplo pessoal o domínio das virtudes de pobreza, humildade e castidade, há muito esquecidas no interior dos conventos, bem como na própria igreja. Os “Capuchos” (porque o hábito compreendia a existência de um capuz que protegia a cabeça da atmosfera gélida dos picos das serras onde se erguiam os conventos) ou Arrábidos (porque fora na serra da Arrábida o primeiro convento dos franciscanos observantes) tornam-se, assim, no início da Idade Moderna, os mais intrépidos defensores de uma vida solitária, de oração e penitência, em harmonia com a natureza, reprodutora da harmonia íntima com Deus, de expiação das tentações do corpo, macerando este por via de uma contínua flagelação ao nível da alimentação, do repouso (celas de espaço diminuto), dos jejuns, da oração, pela qual intentam libertar a alma. MIGUEL REAL BELÍSSIMO RETRACTO FICCIONAL DO CONVENTO DOS CAPUCHOS
O Noviço. Do Paço de Azeitão ao Convento dos Capuchos, primeiro e único romance do sintrense Fernando Faria, publicado em 2015, constitui um belíssimo retrato ficcional da fundação do Convento dos Capuchos, em 1560, sob patronato de D. Álvaro de Castro, proprietário da Quinta da Penha Verde e filho de D. João de Castro, vice-rei da Índia. Com explícita vocação literária, dotado de uma extensíssima amplidão lexical apropriada à cultura Quinhentista, Fernando Faria, dominando os usos e costumes da época, tantos os populares como os da corte, cruza, no seu romance, a vida no ermitério dos Capuchos, durante o seu primeiro ano de existência, com a vida de devoção e penitência de o “Noviço”, isto é, de Agostinho Pimenta ou, como se tornará conhecido na história da literatura portuguesa, frei Agostinho da Cruz. Assistimos, assim, à iniciação de Frei Agostinho da Cruz (da “Cruz” porque o Convento dos Capuchos teve nascimento com a designação de Convento da Santa Cruz), no interior dos franciscanos observantes portugueses, ou Arrábidos, que no século XVI, intentavam, à imitação do impulso inicial de S. Francisco de Assis, trezentos anos antes, restaurar pelo exemplo pessoal o domínio das virtudes de pobreza, humildade e castidade, há muito esquecidas no interior dos conventos, bem como na própria igreja. Os “Capuchos” (porque o hábito compreendia a existência de um capuz que protegia a cabeça da atmosfera gélida dos picos das serras onde se erguiam os conventos) ou Arrábidos (porque fora na serra da Arrábida o primeiro convento dos franciscanos observantes) tornam-se, assim, no início da Idade Moderna, os mais intrépidos defensores de uma vida solitária, de oração e penitência, em harmonia com a natureza, reprodutora da harmonia íntima com Deus, de expiação das tentações do corpo, macerando este por via de uma contínua flagelação ao nível da alimentação, do repouso (celas de espaço diminuto), dos jejuns, da oração, pela qual intentam libertar a alma. MIGUEL REAL BELÍSSIMO RETRACTO FICCIONAL DO CONVENTO DOS CAPUCHOS
O Noviço. Do Paço de Azeitão ao Convento dos Capuchos, primeiro e único romance do sintrense Fernando Faria, publicado em 2015, constitui um belíssimo retrato ficcional da fundação do Convento dos Capuchos, em 1560, sob patronato de D. Álvaro de Castro, proprietário da Quinta da Penha Verde e filho de D. João de Castro, vice-rei da Índia. Com explícita vocação literária, dotado de uma extensíssima amplidão lexical apropriada à cultura Quinhentista, Fernando Faria, dominando os usos e costumes da época, tantos os populares como os da corte, cruza, no seu romance, a vida no ermitério dos Capuchos, durante o seu primeiro ano de existência, com a vida de devoção e penitência de o “Noviço”, isto é, de Agostinho Pimenta ou, como se tornará conhecido na história da literatura portuguesa, frei Agostinho da Cruz. Assistimos, assim, à iniciação de Frei Agostinho da Cruz (da “Cruz” porque o Convento dos Capuchos teve nascimento com a designação de Convento da Santa Cruz), no interior dos franciscanos observantes portugueses, ou Arrábidos, que no século XVI, intentavam, à imitação do impulso inicial de S. Francisco de Assis, trezentos anos antes, restaurar pelo exemplo pessoal o domínio das virtudes de pobreza, humildade e castidade, há muito esquecidas no interior dos conventos, bem como na própria igreja. Os “Capuchos” (porque o hábito compreendia a existência de um capuz que protegia a cabeça da atmosfera gélida dos picos das serras onde se erguiam os conventos) ou Arrábidos (porque fora na serra da Arrábida o primeiro convento dos franciscanos observantes) tornam-se, assim, no início da Idade Moderna, os mais intrépidos defensores de uma vida solitária, de oração e penitência, em harmonia com a natureza, reprodutora da harmonia íntima com Deus, de expiação das tentações do corpo, macerando este por via de uma contínua flagelação ao nível da alimentação, do repouso (celas de espaço diminuto), dos jejuns, da oração, pela qual intentam libertar a alma. MIGUEL REAL BELÍSSIMO RETRACTO FICCIONAL DO CONVENTO DOS CAPUCHOS
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O Noviço. Do Paço de Azeitão ao Convento dos Capuchos, primeiro e único romance do sintrense Fernando Faria, publicado em 2015, constitui um belíssimo retrato ficcional da fundação do Convento dos Capuchos, em 1560, sob patronato de D. Álvaro de Castro, proprietário da Quinta da Penha Verde e filho de D. João de Castro, vice-rei da Índia. Com explícita vocação literária, dotado de uma extensíssima amplidão lexical apropriada à cultura Quinhentista, Fernando Faria, dominando os usos e costumes da época, tantos os populares como os da corte, cruza, no seu romance, a vida no ermitério dos Capuchos, durante o seu primeiro ano de existência, com a vida de devoção e penitência de o “Noviço”, isto é, de Agostinho Pimenta ou, como se tornará conhecido na história da literatura portuguesa, frei Agostinho da Cruz. Assistimos, assim, à iniciação de Frei Agostinho da Cruz (da “Cruz” porque o Convento dos Capuchos teve nascimento com a designação de Convento da Santa Cruz), no interior dos franciscanos observantes portugueses, ou Arrábidos, que no século XVI, intentavam, à imitação do impulso inicial de S. Francisco de Assis, trezentos anos antes, restaurar pelo exemplo pessoal o domínio das virtudes de pobreza, humildade e castidade, há muito esquecidas no interior dos conventos, bem como na própria igreja. Os “Capuchos” (porque o hábito compreendia a existência de um capuz que protegia a cabeça da atmosfera gélida dos picos das serras onde se erguiam os conventos) ou Arrábidos (porque fora na serra da Arrábida o primeiro convento dos franciscanos observantes) tornam-se, assim, no início da Idade Moderna, os mais intrépidos defensores de uma vida solitária, de oração e penitência, em harmonia com a natureza, reprodutora da harmonia íntima com Deus, de expiação das tentações do corpo, macerando este por via de uma contínua flagelação ao nível da alimentação, do repouso (celas de espaço diminuto), dos jejuns, da oração, pela qual intentam libertar a alma. MIGUEL REAL BELÍSSIMO RETRACTO FICCIONAL DO CONVENTO DOS CAPUCHOS
O Noviço. Do Paço de Azeitão ao Convento dos Capuchos, primeiro e único romance do sintrense Fernando Faria, publicado em 2015, constitui um belíssimo retrato ficcional da fundação do Convento dos Capuchos, em 1560, sob patronato de D. Álvaro de Castro, proprietário da Quinta da Penha Verde e filho de D. João de Castro, vice-rei da Índia. Com explícita vocação literária, dotado de uma extensíssima amplidão lexical apropriada à cultura Quinhentista, Fernando Faria, dominando os usos e costumes da época, tantos os populares como os da corte, cruza, no seu romance, a vida no ermitério dos Capuchos, durante o seu primeiro ano de existência, com a vida de devoção e penitência de o “Noviço”, isto é, de Agostinho Pimenta ou, como se tornará conhecido na história da literatura portuguesa, frei Agostinho da Cruz. Assistimos, assim, à iniciação de Frei Agostinho da Cruz (da “Cruz” porque o Convento dos Capuchos teve nascimento com a designação de Convento da Santa Cruz), no interior dos franciscanos observantes portugueses, ou Arrábidos, que no século XVI, intentavam, à imitação do impulso inicial de S. Francisco de Assis, trezentos anos antes, restaurar pelo exemplo pessoal o domínio das virtudes de pobreza, humildade e castidade, há muito esquecidas no interior dos conventos, bem como na própria igreja. Os “Capuchos” (porque o hábito compreendia a existência de um capuz que protegia a cabeça da atmosfera gélida dos picos das serras onde se erguiam os conventos) ou Arrábidos (porque fora na serra da Arrábida o primeiro convento dos franciscanos observantes) tornam-se, assim, no início da Idade Moderna, os mais intrépidos defensores de uma vida solitária, de oração e penitência, em harmonia com a natureza, reprodutora da harmonia íntima com Deus, de expiação das tentações do corpo, macerando este por via de uma contínua flagelação ao nível da alimentação, do repouso (celas de espaço diminuto), dos jejuns, da oração, pela qual intentam libertar a alma. MIGUEL REAL BELÍSSIMO RETRACTO FICCIONAL DO CONVENTO DOS CAPUCHOS