FERNANDO MORAIS GOMES MISSA DAS DEZ EM S.MARTINHO EDUARDO SÉRGIO O OLHO DA LIBÉLULA FILOMENA MARONA BEJA A SENHORA INFANTA EM SINTRA GALOPIM DE CARVALHO PEGADAS NA PRAIA GRANDE DO RODÍZIO
«  BOTAS OU TÊNIS O CALÇADO, é a peça fundamental dos equipamentos. Nunca, nunca use calçado novo para estrear no Caminho, está é a melhor garantia de voltar rapidamente para casa. Devemos levar um par já amaciado e cómodo, utilizado anteriormente nas suas caminhadas. Se forem novos, deveremos andar muitos quilómetros com eles antes da peregrinação, procurando verificar e corrigir alguns problemas se aparecerem. Alguém perguntou o que era melhor para realizar a caminhada, se botas ou ténis. Esse é um assunto que causa opiniões diversas: a caminhada / peregrinação pode ser efectuada com qualquer tipo de calçado. Existem vantagens e desvantagens em todo o tipo de calçado: - a bota é pesada o ténis é mais leve; - a sola da bota é mais rígida do que a do ténis e como consequência dar uma maior aderência de impacto e quando estamos em solos irregulares e com pedras, evita o cansaço excessivo da planta dos pés; - em terreno lamacentos o ténis adere ao barro podendo sair dos pés; - a boa bota do tipo "trekking", são impermeáveis e permite a transpiração dos pés e tem a vantagem de evitar torcer o pé quando de uma pisada em falso, enquanto que ao ténis, até agora não encontramos um que se diga impermeável; - quanto a qualidade, existe o bom ténis do tipo abotinado, o "NikeAir" e a boa bota de "trakking" da "Timberlind", possuindo membrana de "Gore-tex", (o que a torna impermeável e permite a transpiração dos pés). A questão do surgimento de bolhas nos pés devido ao tipo de calçado usado, é também muito relativa, tanto as botas como os ténis, podem trazer bolhas para o usuário. Não adianta ser a bota ou ténis mais sofisticada, pois se não estiverem bem ajustados há problema na certa. Aprendi que a cada hora e meia se deve parar uns minutos para descansar os pés. Se aparecer um riacho dá para refrescar os pés e retomar o caminho como de início. Eu usei umas botas simples de caminhada, da Berg, depois Quechua e outras da Columbia (isto porque já percorri mais de três mil quilómetros entre 2009 e 2017). Com cano médio de forma a proteger o tornozelo e deram para caminhar várias vezes o Caminho Francês e ainda fiz trechos do Caminho Central Português. Como tratei sempre bem dos pés só numa situação me apareceram pequenas bolhas, mas tratei-as sem problemas com pensos de silicone adequados. Atenção, digo isto com algum vigor: os pés e o seu bem-estar são o aspecto talvez fundamental no bom desempenho de uma caminhada. Trate-os bem, qualquer sintoma diferente, PARE, PARE MESMO, NÃO DÊ NEM MAIS UM PASSO, tire o calçado e verifique o motivo, uma meia húmida, mal colocada, enrugada, pode criar uma bolha, a mesma pode sangrar e a peregrinação acabar. Ao comprar o seu calçado para efectuar sua peregrinação, seja ele botas ou tênis, devemos levar em consideração também o espaço necessário para as meias grossas bem como tomar cuidado com determinados itens. A MOCHILA - COMO ARRUMAR A Mochila carrega os nossos bens materiais e será a nossa companheira de caminhada por muitos e longos dias, por isso na hora da escolha deve ter em conta que ela deve ser cómoda, apropriada e durável para que suas coisas não fiquem espalhadas pelo caminho. Procure um tipo anatómico com uma barriga larga e acolchoada a qual ira possibilitar que o peso da carga seja disperso pelos quadris ao invés de ser descarregado diretamente nos ombros. A barriga deve ser usada bem apertada, justamente para que isto possa acontecer. Cuidado para não confundir a barriga com uma cinta estreita que algumas mochilas possuem, apenas para ajudar a firmar o equipamento ao corpo. A barriga é composta de duas faixas largas e acolchoadas, terminam em cintas providas de ajustes. Além da barriga, uma mochila de qualidade deve possuir cintas largas e acolchoadas nos ombros e um fixador no peito, pois o peso deve ser distribuído de forma equilibrada, não ficando os ombros sobrecarregados, as cintas devem ter ajustes das alças às costas de modo a evitar que ela fique caindo para trás, garantindo a transferência do peso para os quadris independentemente do tamanho do seu tronco. Um ponto importante é o sistema de ventilação nas costas, além da existência de uma área acolchoada na parte que toca às costas, a mesma deve possuir um tecido em forma de rede o qual permite a circulação entre as costa do peregrino e a mochila. Evite mochilas largas e disformes e dê preferência àquelas com pequenos bolsos laterais e bolso superior. Outra boa característica de uma mochila é abrir também por baixo, devendo possuir uma espécie de separação (diafragma), para evitar que sempre que você queira pegar algo que se encontra no fundo da mesma, tenha que tirar tudo que está por cima. Qualquer mochila deve suportar chuva durante algum tempo sem que a mesma permita deixar entrar água para o seu interior, mas a maioria das mochilas já são feitas em materiais sintéticos que as tornam impermeável. Actualmente temos o Quéchua e a Berg, como referência nas nossas lojas, mas há outras boas marcas. No entanto aconselhamos envolver todo o material do seu interior com sacos plásticos com a finalidade de evitar surpresas desagradáveis. Pode-se também utilizar para a mesma uma capa, ou durante a chuva, utilizar um poncho apelidado de camelo que além de proteger o peregrino cobre a mesma. O tamanho da mochila deve ser compatível com o seu físico. Não compre uma mochila pequena demais (você vai ter de pendurar coisas do lado de fora e isto não é bom) nem grande demais (fica induzido a carregar coisas desnecessárias, além de carregar um equipamento mais pesado). Uma mochila de 45 a 50 litros é capaz de acomodar com facilidade a relação de roupas e demais objectos necessários à sua caminhada. Evite mochilas com capacidade acima deste volume. Uma boa mochila não deverá ultrapassar ao peso de dois quilos, quando vazia. ARRUMAÇÃO DA MOCHILA Na hora de arrumar a mochila, ponha as coisas que não podem ser molhadas em sacos plásticos. Isto serve como protecção em caso de chuvas. Depois, vá colocando as coisas mais pesadas no fundo e do lado das suas costas. e as mais leves por cima. Esta forma ordenada de guardar a bagagem faz com que a mochila se acomode melhor ao seu corpo. Lembrem-se, a capa de protecção contra chuvas, máquina fotográfica, o guia e o seu diário, devem ficar em locais de fácil acesso, podendo para isso usar as bolsas laterais e a bolsa da parte superior da mochila. O peso é um problema permanente. A mochila totalmente carregada não deve ultrapassar a faixa de 8 a 10 kg, alguns recomendam 10% do peso do caminhante. Caso pese mais que isso, "vai pesar". Bolhas, tendinites e outros problemas físicos são, na maior parte das vezes, resultados doloridos do excesso de peso. Outro detalhe interessante que me ajudou sobremaneira nas minhas caminhadas: procure deixar a mochila pronta na noite anterior, porque você ao manusear o seu equipamento as 6h da manhã, se mexer em sacos plásticos, produzem um ruído indesejável aos peregrinos que estão ainda a descansar. Posto isto, os principais conselhos parecem-me dados e está na hora de se meter a caminho. Quando comecei poucos acreditavam em mim, lá no fundo também tinha as minhas dúvidas. Mas o dia-a-dia e a descoberta dos trilhos, a partilha diária de histórias e vivências com amigos anónimos do mundo inteiro, tornaram tudo uma bela aventura. Única!

Revista cultural de Sintra

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RAQUEL OCHOA BOM DIA OU GOOD MORNING? GONÇALO MOLEIRO "A ARQUITECTURA E O MODO COMO QUEREMOS VIVER" JOÃO RODIL CHRISTOPHER ISHERWOOD E A GERAÇÃO AUDEN EM SINTRA MIGUEL REAL BELÍSSIMO RETRACTO FICCIONAL DO CONVENTO DOS CAPUCHOS LUÍS FREITAS LIBERDADE TOTAL

Copyright © 2017 João Lourenço

FERNANDO MORAIS GOMES MISSA DAS DEZ EM S.MARTINHO EDUARDO SÉRGIO O OLHO DA LIBÉLULA FILOMENA MARONA BEJA A SENHORA INFANTA EM SINTRA GALOPIM DE CARVALHO PEGADAS NA PRAIA GRANDE DO RODÍZIO
«  BOTAS OU TÊNIS O CALÇADO, é a peça fundamental dos equipamentos. Nunca, nunca use calçado novo para estrear no Caminho, está é a melhor garantia de voltar rapidamente para casa. Devemos levar um par já amaciado e cómodo, utilizado anteriormente nas suas caminhadas. Se forem novos, deveremos andar muitos quilómetros com eles antes da peregrinação, procurando verificar e corrigir alguns problemas se aparecerem. Alguém perguntou o que era melhor para realizar a caminhada, se botas ou ténis. Esse é um assunto que causa opiniões diversas: a caminhada / peregrinação pode ser efectuada com qualquer tipo de calçado. Existem vantagens e desvantagens em todo o tipo de calçado: - a bota é pesada o ténis é mais leve; - a sola da bota é mais rígida do que a do ténis e como consequência dar uma maior aderência de impacto e quando estamos em solos irregulares e com pedras, evita o cansaço excessivo da planta dos pés; - em terreno lamacentos o ténis adere ao barro podendo sair dos pés; - a boa bota do tipo "trekking", são impermeáveis e permite a transpiração dos pés e tem a vantagem de evitar torcer o pé quando de uma pisada em falso, enquanto que ao ténis, até agora não encontramos um que se diga impermeável; - quanto a qualidade, existe o bom ténis do tipo abotinado, o "NikeAir" e a boa bota de "trakking" da "Timberlind", possuindo membrana de "Gore-tex", (o que a torna impermeável e permite a transpiração dos pés). A questão do surgimento de bolhas nos pés devido ao tipo de calçado usado, é também muito relativa, tanto as botas como os ténis, podem trazer bolhas para o usuário. Não adianta ser a bota ou ténis mais sofisticada, pois se não estiverem bem ajustados há problema na certa. Aprendi que a cada hora e meia se deve parar uns minutos para descansar os pés. Se aparecer um riacho dá para refrescar os pés e retomar o caminho como de início. Eu usei umas botas simples de caminhada, da Berg, depois Quechua e outras da Columbia (isto porque já percorri mais de três mil quilómetros entre 2009 e 2017). Com cano médio de forma a proteger o tornozelo e deram para caminhar várias vezes o Caminho Francês e ainda fiz trechos do Caminho Central Português. Como tratei sempre bem dos pés só numa situação me apareceram pequenas bolhas, mas tratei-as sem problemas com pensos de silicone adequados. Atenção, digo isto com algum vigor: os pés e o seu bem-estar são o aspecto talvez fundamental no bom desempenho de uma caminhada. Trate-os bem, qualquer sintoma diferente, PARE, PARE MESMO, NÃO DÊ NEM MAIS UM PASSO, tire o calçado e verifique o motivo, uma meia húmida, mal colocada, enrugada, pode criar uma bolha, a mesma pode sangrar e a peregrinação acabar. Ao comprar o seu calçado para efectuar sua peregrinação, seja ele botas ou tênis, devemos levar em consideração também o espaço necessário para as meias grossas bem como tomar cuidado com determinados itens. A MOCHILA - COMO ARRUMAR A Mochila carrega os nossos bens materiais e será a nossa companheira de caminhada por muitos e longos dias, por isso na hora da escolha deve ter em conta que ela deve ser cómoda, apropriada e durável para que suas coisas não fiquem espalhadas pelo caminho. Procure um tipo anatómico com uma barriga larga e acolchoada a qual ira possibilitar que o peso da carga seja disperso pelos quadris ao invés de ser descarregado diretamente nos ombros. A barriga deve ser usada bem apertada, justamente para que isto possa acontecer. Cuidado para não confundir a barriga com uma cinta estreita que algumas mochilas possuem, apenas para ajudar a firmar o equipamento ao corpo. A barriga é composta de duas faixas largas e acolchoadas, terminam em cintas providas de ajustes. Além da barriga, uma mochila de qualidade deve possuir cintas largas e acolchoadas nos ombros e um fixador no peito, pois o peso deve ser distribuído de forma equilibrada, não ficando os ombros sobrecarregados, as cintas devem ter ajustes das alças às costas de modo a evitar que ela fique caindo para trás, garantindo a transferência do peso para os quadris independentemente do tamanho do seu tronco. Um ponto importante é o sistema de ventilação nas costas, além da existência de uma área acolchoada na parte que toca às costas, a mesma deve possuir um tecido em forma de rede o qual permite a circulação entre as costa do peregrino e a mochila. Evite mochilas largas e disformes e dê preferência àquelas com pequenos bolsos laterais e bolso superior. Outra boa característica de uma mochila é abrir também por baixo, devendo possuir uma espécie de separação (diafragma), para evitar que sempre que você queira pegar algo que se encontra no fundo da mesma, tenha que tirar tudo que está por cima. Qualquer mochila deve suportar chuva durante algum tempo sem que a mesma permita deixar entrar água para o seu interior, mas a maioria das mochilas já são feitas em materiais sintéticos que as tornam impermeável. Actualmente temos o Quéchua e a Berg, como referência nas nossas lojas, mas há outras boas marcas. No entanto aconselhamos envolver todo o material do seu interior com sacos plásticos com a finalidade de evitar surpresas desagradáveis. Pode-se também utilizar para a mesma uma capa, ou durante a chuva, utilizar um poncho apelidado de camelo que além de proteger o peregrino cobre a mesma. O tamanho da mochila deve ser compatível com o seu físico. Não compre uma mochila pequena demais (você vai ter de pendurar coisas do lado de fora e isto não é bom) nem grande demais (fica induzido a carregar coisas desnecessárias, além de carregar um equipamento mais pesado). Uma mochila de 45 a 50 litros é capaz de acomodar com facilidade a relação de roupas e demais objectos necessários à sua caminhada. Evite mochilas com capacidade acima deste volume. Uma boa mochila não deverá ultrapassar ao peso de dois quilos, quando vazia. ARRUMAÇÃO DA MOCHILA Na hora de arrumar a mochila, ponha as coisas que não podem ser molhadas em sacos plásticos. Isto serve como protecção em caso de chuvas. Depois, vá colocando as coisas mais pesadas no fundo e do lado das suas costas. e as mais leves por cima. Esta forma ordenada de guardar a bagagem faz com que a mochila se acomode melhor ao seu corpo. Lembrem-se, a capa de protecção contra chuvas, máquina fotográfica, o guia e o seu diário, devem ficar em locais de fácil acesso, podendo para isso usar as bolsas laterais e a bolsa da parte superior da mochila. O peso é um problema permanente. A mochila totalmente carregada não deve ultrapassar a faixa de 8 a 10 kg, alguns recomendam 10% do peso do caminhante. Caso pese mais que isso, "vai pesar". Bolhas, tendinites e outros problemas físicos são, na maior parte das vezes, resultados doloridos do excesso de peso. Outro detalhe interessante que me ajudou sobremaneira nas minhas caminhadas: procure deixar a mochila pronta na noite anterior, porque você ao manusear o seu equipamento as 6h da manhã, se mexer em sacos plásticos, produzem um ruído indesejável aos peregrinos que estão ainda a descansar. Posto isto, os principais conselhos parecem-me dados e está na hora de se meter a caminho. Quando comecei poucos acreditavam em mim, lá no fundo também tinha as minhas dúvidas. Mas o dia-a-dia e a descoberta dos trilhos, a partilha diária de histórias e vivências com amigos anónimos do mundo inteiro, tornaram tudo uma bela aventura. Única! »
RAQUEL OCHOA BOM DIA OU GOOD MORNING? GONÇALO MOLEIRO "A ARQUITECTURA E O MODO COMO QUEREMOS VIVER" JOÃO RODIL CHRISTOPHER ISHERWOOD E A GERAÇÃO AUDEN EM SINTRA MIGUEL REAL BELÍSSIMO RETRACTO FICCIONAL DO CONVENTO DOS CAPUCHOS LUÍS FREITAS LIBERDADE TOTAL
«  BOTAS OU TÊNIS O CALÇADO, é a peça fundamental dos equipamentos. Nunca, nunca use calçado novo para estrear no Caminho, está é a melhor garantia de voltar rapidamente para casa. Devemos levar um par já amaciado e cómodo, utilizado anteriormente nas suas caminhadas. Se forem novos, deveremos andar muitos quilómetros com eles antes da peregrinação, procurando verificar e corrigir alguns problemas se aparecerem. Alguém perguntou o que era melhor para realizar a caminhada, se botas ou ténis. Esse é um assunto que causa opiniões diversas: a caminhada / peregrinação pode ser efectuada com qualquer tipo de calçado. Existem vantagens e desvantagens em todo o tipo de calçado: - a bota é pesada o ténis é mais leve; - a sola da bota é mais rígida do que a do ténis e como consequência dar uma maior aderência de impacto e quando estamos em solos irregulares e com pedras, evita o cansaço excessivo da planta dos pés; - em terreno lamacentos o ténis adere ao barro podendo sair dos pés; - a boa bota do tipo "trekking", são impermeáveis e permite a transpiração dos pés e tem a vantagem de evitar torcer o pé quando de uma pisada em falso, enquanto que ao ténis, até agora não encontramos um que se diga impermeável; - quanto a qualidade, existe o bom ténis do tipo abotinado, o "NikeAir" e a boa bota de "trakking" da "Timberlind", possuindo membrana de "Gore-tex", (o que a torna impermeável e permite a transpiração dos pés). A questão do surgimento de bolhas nos pés devido ao tipo de calçado usado, é também muito relativa, tanto as botas como os ténis, podem trazer bolhas para o usuário. Não adianta ser a bota ou ténis mais sofisticada, pois se não estiverem bem ajustados há problema na certa. Aprendi que a cada hora e meia se deve parar uns minutos para descansar os pés. Se aparecer um riacho dá para refrescar os pés e retomar o caminho como de início. Eu usei umas botas simples de caminhada, da Berg, depois Quechua e outras da Columbia (isto porque já percorri mais de três mil quilómetros entre 2009 e 2017). Com cano médio de forma a proteger o tornozelo e deram para caminhar várias vezes o Caminho Francês e ainda fiz trechos do Caminho Central Português. Como tratei sempre bem dos pés só numa situação me apareceram pequenas bolhas, mas tratei-as sem problemas com pensos de silicone adequados. Atenção, digo isto com algum vigor: os pés e o seu bem-estar são o aspecto talvez fundamental no bom desempenho de uma caminhada. Trate-os bem, qualquer sintoma diferente, PARE, PARE MESMO, NÃO DÊ NEM MAIS UM PASSO, tire o calçado e verifique o motivo, uma meia húmida, mal colocada, enrugada, pode criar uma bolha, a mesma pode sangrar e a peregrinação acabar. Ao comprar o seu calçado para efectuar sua peregrinação, seja ele botas ou tênis, devemos levar em consideração também o espaço necessário para as meias grossas bem como tomar cuidado com determinados itens. A MOCHILA - COMO ARRUMAR A Mochila carrega os nossos bens materiais e será a nossa companheira de caminhada por muitos e longos dias, por isso na hora da escolha deve ter em conta que ela deve ser cómoda, apropriada e durável para que suas coisas não fiquem espalhadas pelo caminho. Procure um tipo anatómico com uma barriga larga e acolchoada a qual ira possibilitar que o peso da carga seja disperso pelos quadris ao invés de ser descarregado diretamente nos ombros. A barriga deve ser usada bem apertada, justamente para que isto possa acontecer. Cuidado para não confundir a barriga com uma cinta estreita que algumas mochilas possuem, apenas para ajudar a firmar o equipamento ao corpo. A barriga é composta de duas faixas largas e acolchoadas, terminam em cintas providas de ajustes. Além da barriga, uma mochila de qualidade deve possuir cintas largas e acolchoadas nos ombros e um fixador no peito, pois o peso deve ser distribuído de forma equilibrada, não ficando os ombros sobrecarregados, as cintas devem ter ajustes das alças às costas de modo a evitar que ela fique caindo para trás, garantindo a transferência do peso para os quadris independentemente do tamanho do seu tronco. Um ponto importante é o sistema de ventilação nas costas, além da existência de uma área acolchoada na parte que toca às costas, a mesma deve possuir um tecido em forma de rede o qual permite a circulação entre as costa do peregrino e a mochila. Evite mochilas largas e disformes e dê preferência àquelas com pequenos bolsos laterais e bolso superior. Outra boa característica de uma mochila é abrir também por baixo, devendo possuir uma espécie de separação (diafragma), para evitar que sempre que você queira pegar algo que se encontra no fundo da mesma, tenha que tirar tudo que está por cima. Qualquer mochila deve suportar chuva durante algum tempo sem que a mesma permita deixar entrar água para o seu interior, mas a maioria das mochilas já são feitas em materiais sintéticos que as tornam impermeável. Actualmente temos o Quéchua e a Berg, como referência nas nossas lojas, mas há outras boas marcas. No entanto aconselhamos envolver todo o material do seu interior com sacos plásticos com a finalidade de evitar surpresas desagradáveis. Pode-se também utilizar para a mesma uma capa, ou durante a chuva, utilizar um poncho apelidado de camelo que além de proteger o peregrino cobre a mesma. O tamanho da mochila deve ser compatível com o seu físico. Não compre uma mochila pequena demais (você vai ter de pendurar coisas do lado de fora e isto não é bom) nem grande demais (fica induzido a carregar coisas desnecessárias, além de carregar um equipamento mais pesado). Uma mochila de 45 a 50 litros é capaz de acomodar com facilidade a relação de roupas e demais objectos necessários à sua caminhada. Evite mochilas com capacidade acima deste volume. Uma boa mochila não deverá ultrapassar ao peso de dois quilos, quando vazia. ARRUMAÇÃO DA MOCHILA Na hora de arrumar a mochila, ponha as coisas que não podem ser molhadas em sacos plásticos. Isto serve como protecção em caso de chuvas. Depois, vá colocando as coisas mais pesadas no fundo e do lado das suas costas. e as mais leves por cima. Esta forma ordenada de guardar a bagagem faz com que a mochila se acomode melhor ao seu corpo. Lembrem-se, a capa de protecção contra chuvas, máquina fotográfica, o guia e o seu diário, devem ficar em locais de fácil acesso, podendo para isso usar as bolsas laterais e a bolsa da parte superior da mochila. O peso é um problema permanente. A mochila totalmente carregada não deve ultrapassar a faixa de 8 a 10 kg, alguns recomendam 10% do peso do caminhante. Caso pese mais que isso, "vai pesar". Bolhas, tendinites e outros problemas físicos são, na maior parte das vezes, resultados doloridos do excesso de peso. Outro detalhe interessante que me ajudou sobremaneira nas minhas caminhadas: procure deixar a mochila pronta na noite anterior, porque você ao manusear o seu equipamento as 6h da manhã, se mexer em sacos plásticos, produzem um ruído indesejável aos peregrinos que estão ainda a descansar. Posto isto, os principais conselhos parecem-me dados e está na hora de se meter a caminho. Quando comecei poucos acreditavam em mim, lá no fundo também tinha as minhas dúvidas. Mas o dia-a-dia e a descoberta dos trilhos, a partilha diária de histórias e vivências com amigos anónimos do mundo inteiro, tornaram tudo uma bela aventura. Única! »
«  BOTAS OU TÊNIS O CALÇADO, é a peça fundamental dos equipamentos. Nunca, nunca use calçado novo para estrear no Caminho, está é a melhor garantia de voltar rapidamente para casa. Devemos levar um par já amaciado e cómodo, utilizado anteriormente nas suas caminhadas. Se forem novos, deveremos andar muitos quilómetros com eles antes da peregrinação, procurando verificar e corrigir alguns problemas se aparecerem. Alguém perguntou o que era melhor para realizar a caminhada, se botas ou ténis. Esse é um assunto que causa opiniões diversas: a caminhada / peregrinação pode ser efectuada com qualquer tipo de calçado. Existem vantagens e desvantagens em todo o tipo de calçado: - a bota é pesada o ténis é mais leve; - a sola da bota é mais rígida do que a do ténis e como consequência dar uma maior aderência de impacto e quando estamos em solos irregulares e com pedras, evita o cansaço excessivo da planta dos pés; - em terreno lamacentos o ténis adere ao barro podendo sair dos pés; - a boa bota do tipo "trekking", são impermeáveis e permite a transpiração dos pés e tem a vantagem de evitar torcer o pé quando de uma pisada em falso, enquanto que ao ténis, até agora não encontramos um que se diga impermeável; - quanto a qualidade, existe o bom ténis do tipo abotinado, o "NikeAir" e a boa bota de "trakking" da "Timberlind", possuindo membrana de "Gore-tex", (o que a torna impermeável e permite a transpiração dos pés). A questão do surgimento de bolhas nos pés devido ao tipo de calçado usado, é também muito relativa, tanto as botas como os ténis, podem trazer bolhas para o usuário. Não adianta ser a bota ou ténis mais sofisticada, pois se não estiverem bem ajustados há problema na certa. Aprendi que a cada hora e meia se deve parar uns minutos para descansar os pés. Se aparecer um riacho dá para refrescar os pés e retomar o caminho como de início. Eu usei umas botas simples de caminhada, da Berg, depois Quechua e outras da Columbia (isto porque já percorri mais de três mil quilómetros entre 2009 e 2017). Com cano médio de forma a proteger o tornozelo e deram para caminhar várias vezes o Caminho Francês e ainda fiz trechos do Caminho Central Português. Como tratei sempre bem dos pés só numa situação me apareceram pequenas bolhas, mas tratei-as sem problemas com pensos de silicone adequados. Atenção, digo isto com algum vigor: os pés e o seu bem-estar são o aspecto talvez fundamental no bom desempenho de uma caminhada. Trate-os bem, qualquer sintoma diferente, PARE, PARE MESMO, NÃO DÊ NEM MAIS UM PASSO, tire o calçado e verifique o motivo, uma meia húmida, mal colocada, enrugada, pode criar uma bolha, a mesma pode sangrar e a peregrinação acabar. Ao comprar o seu calçado para efectuar sua peregrinação, seja ele botas ou tênis, devemos levar em consideração também o espaço necessário para as meias grossas bem como tomar cuidado com determinados itens. A MOCHILA - COMO ARRUMAR A Mochila carrega os nossos bens materiais e será a nossa companheira de caminhada por muitos e longos dias, por isso na hora da escolha deve ter em conta que ela deve ser cómoda, apropriada e durável para que suas coisas não fiquem espalhadas pelo caminho. Procure um tipo anatómico com uma barriga larga e acolchoada a qual ira possibilitar que o peso da carga seja disperso pelos quadris ao invés de ser descarregado diretamente nos ombros. A barriga deve ser usada bem apertada, justamente para que isto possa acontecer. Cuidado para não confundir a barriga com uma cinta estreita que algumas mochilas possuem, apenas para ajudar a firmar o equipamento ao corpo. A barriga é composta de duas faixas largas e acolchoadas, terminam em cintas providas de ajustes. Além da barriga, uma mochila de qualidade deve possuir cintas largas e acolchoadas nos ombros e um fixador no peito, pois o peso deve ser distribuído de forma equilibrada, não ficando os ombros sobrecarregados, as cintas devem ter ajustes das alças às costas de modo a evitar que ela fique caindo para trás, garantindo a transferência do peso para os quadris independentemente do tamanho do seu tronco. Um ponto importante é o sistema de ventilação nas costas, além da existência de uma área acolchoada na parte que toca às costas, a mesma deve possuir um tecido em forma de rede o qual permite a circulação entre as costa do peregrino e a mochila. Evite mochilas largas e disformes e dê preferência àquelas com pequenos bolsos laterais e bolso superior. Outra boa característica de uma mochila é abrir também por baixo, devendo possuir uma espécie de separação (diafragma), para evitar que sempre que você queira pegar algo que se encontra no fundo da mesma, tenha que tirar tudo que está por cima. Qualquer mochila deve suportar chuva durante algum tempo sem que a mesma permita deixar entrar água para o seu interior, mas a maioria das mochilas já são feitas em materiais sintéticos que as tornam impermeável. Actualmente temos o Quéchua e a Berg, como referência nas nossas lojas, mas há outras boas marcas. No entanto aconselhamos envolver todo o material do seu interior com sacos plásticos com a finalidade de evitar surpresas desagradáveis. Pode-se também utilizar para a mesma uma capa, ou durante a chuva, utilizar um poncho apelidado de camelo que além de proteger o peregrino cobre a mesma. O tamanho da mochila deve ser compatível com o seu físico. Não compre uma mochila pequena demais (você vai ter de pendurar coisas do lado de fora e isto não é bom) nem grande demais (fica induzido a carregar coisas desnecessárias, além de carregar um equipamento mais pesado). Uma mochila de 45 a 50 litros é capaz de acomodar com facilidade a relação de roupas e demais objectos necessários à sua caminhada. Evite mochilas com capacidade acima deste volume. Uma boa mochila não deverá ultrapassar ao peso de dois quilos, quando vazia. ARRUMAÇÃO DA MOCHILA Na hora de arrumar a mochila, ponha as coisas que não podem ser molhadas em sacos plásticos. Isto serve como protecção em caso de chuvas. Depois, vá colocando as coisas mais pesadas no fundo e do lado das suas costas. e as mais leves por cima. Esta forma ordenada de guardar a bagagem faz com que a mochila se acomode melhor ao seu corpo. Lembrem-se, a capa de protecção contra chuvas, máquina fotográfica, o guia e o seu diário, devem ficar em locais de fácil acesso, podendo para isso usar as bolsas laterais e a bolsa da parte superior da mochila. O peso é um problema permanente. A mochila totalmente carregada não deve ultrapassar a faixa de 8 a 10 kg, alguns recomendam 10% do peso do caminhante. Caso pese mais que isso, "vai pesar". Bolhas, tendinites e outros problemas físicos são, na maior parte das vezes, resultados doloridos do excesso de peso. Outro detalhe interessante que me ajudou sobremaneira nas minhas caminhadas: procure deixar a mochila pronta na noite anterior, porque você ao manusear o seu equipamento as 6h da manhã, se mexer em sacos plásticos, produzem um ruído indesejável aos peregrinos que estão ainda a descansar. Posto isto, os principais conselhos parecem-me dados e está na hora de se meter a caminho. Quando comecei poucos acreditavam em mim, lá no fundo também tinha as minhas dúvidas. Mas o dia-a-dia e a descoberta dos trilhos, a partilha diária de histórias e vivências com amigos anónimos do mundo inteiro, tornaram tudo uma bela aventura. Única! »
«  BOTAS OU TÊNIS O CALÇADO, é a peça fundamental dos equipamentos. Nunca, nunca use calçado novo para estrear no Caminho, está é a melhor garantia de voltar rapidamente para casa. Devemos levar um par já amaciado e cómodo, utilizado anteriormente nas suas caminhadas. Se forem novos, deveremos andar muitos quilómetros com eles antes da peregrinação, procurando verificar e corrigir alguns problemas se aparecerem. Alguém perguntou o que era melhor para realizar a caminhada, se botas ou ténis. Esse é um assunto que causa opiniões diversas: a caminhada / peregrinação pode ser efectuada com qualquer tipo de calçado. Existem vantagens e desvantagens em todo o tipo de calçado: - a bota é pesada o ténis é mais leve; - a sola da bota é mais rígida do que a do ténis e como consequência dar uma maior aderência de impacto e quando estamos em solos irregulares e com pedras, evita o cansaço excessivo da planta dos pés; - em terreno lamacentos o ténis adere ao barro podendo sair dos pés; - a boa bota do tipo "trekking", são impermeáveis e permite a transpiração dos pés e tem a vantagem de evitar torcer o pé quando de uma pisada em falso, enquanto que ao ténis, até agora não encontramos um que se diga impermeável; - quanto a qualidade, existe o bom ténis do tipo abotinado, o "NikeAir" e a boa bota de "trakking" da "Timberlind", possuindo membrana de "Gore-tex", (o que a torna impermeável e permite a transpiração dos pés). A questão do surgimento de bolhas nos pés devido ao tipo de calçado usado, é também muito relativa, tanto as botas como os ténis, podem trazer bolhas para o usuário. Não adianta ser a bota ou ténis mais sofisticada, pois se não estiverem bem ajustados há problema na certa. Aprendi que a cada hora e meia se deve parar uns minutos para descansar os pés. Se aparecer um riacho dá para refrescar os pés e retomar o caminho como de início. Eu usei umas botas simples de caminhada, da Berg, depois Quechua e outras da Columbia (isto porque já percorri mais de três mil quilómetros entre 2009 e 2017). Com cano médio de forma a proteger o tornozelo e deram para caminhar várias vezes o Caminho Francês e ainda fiz trechos do Caminho Central Português. Como tratei sempre bem dos pés só numa situação me apareceram pequenas bolhas, mas tratei-as sem problemas com pensos de silicone adequados. Atenção, digo isto com algum vigor: os pés e o seu bem-estar são o aspecto talvez fundamental no bom desempenho de uma caminhada. Trate-os bem, qualquer sintoma diferente, PARE, PARE MESMO, NÃO DÊ NEM MAIS UM PASSO, tire o calçado e verifique o motivo, uma meia húmida, mal colocada, enrugada, pode criar uma bolha, a mesma pode sangrar e a peregrinação acabar. Ao comprar o seu calçado para efectuar sua peregrinação, seja ele botas ou tênis, devemos levar em consideração também o espaço necessário para as meias grossas bem como tomar cuidado com determinados itens. A MOCHILA - COMO ARRUMAR A Mochila carrega os nossos bens materiais e será a nossa companheira de caminhada por muitos e longos dias, por isso na hora da escolha deve ter em conta que ela deve ser cómoda, apropriada e durável para que suas coisas não fiquem espalhadas pelo caminho. Procure um tipo anatómico com uma barriga larga e acolchoada a qual ira possibilitar que o peso da carga seja disperso pelos quadris ao invés de ser descarregado diretamente nos ombros. A barriga deve ser usada bem apertada, justamente para que isto possa acontecer. Cuidado para não confundir a barriga com uma cinta estreita que algumas mochilas possuem, apenas para ajudar a firmar o equipamento ao corpo. A barriga é composta de duas faixas largas e acolchoadas, terminam em cintas providas de ajustes. Além da barriga, uma mochila de qualidade deve possuir cintas largas e acolchoadas nos ombros e um fixador no peito, pois o peso deve ser distribuído de forma equilibrada, não ficando os ombros sobrecarregados, as cintas devem ter ajustes das alças às costas de modo a evitar que ela fique caindo para trás, garantindo a transferência do peso para os quadris independentemente do tamanho do seu tronco. Um ponto importante é o sistema de ventilação nas costas, além da existência de uma área acolchoada na parte que toca às costas, a mesma deve possuir um tecido em forma de rede o qual permite a circulação entre as costa do peregrino e a mochila. Evite mochilas largas e disformes e dê preferência àquelas com pequenos bolsos laterais e bolso superior. Outra boa característica de uma mochila é abrir também por baixo, devendo possuir uma espécie de separação (diafragma), para evitar que sempre que você queira pegar algo que se encontra no fundo da mesma, tenha que tirar tudo que está por cima. Qualquer mochila deve suportar chuva durante algum tempo sem que a mesma permita deixar entrar água para o seu interior, mas a maioria das mochilas já são feitas em materiais sintéticos que as tornam impermeável. Actualmente temos o Quéchua e a Berg, como referência nas nossas lojas, mas há outras boas marcas. No entanto aconselhamos envolver todo o material do seu interior com sacos plásticos com a finalidade de evitar surpresas desagradáveis. Pode-se também utilizar para a mesma uma capa, ou durante a chuva, utilizar um poncho apelidado de camelo que além de proteger o peregrino cobre a mesma. O tamanho da mochila deve ser compatível com o seu físico. Não compre uma mochila pequena demais (você vai ter de pendurar coisas do lado de fora e isto não é bom) nem grande demais (fica induzido a carregar coisas desnecessárias, além de carregar um equipamento mais pesado). Uma mochila de 45 a 50 litros é capaz de acomodar com facilidade a relação de roupas e demais objectos necessários à sua caminhada. Evite mochilas com capacidade acima deste volume. Uma boa mochila não deverá ultrapassar ao peso de dois quilos, quando vazia. ARRUMAÇÃO DA MOCHILA Na hora de arrumar a mochila, ponha as coisas que não podem ser molhadas em sacos plásticos. Isto serve como protecção em caso de chuvas. Depois, vá colocando as coisas mais pesadas no fundo e do lado das suas costas. e as mais leves por cima. Esta forma ordenada de guardar a bagagem faz com que a mochila se acomode melhor ao seu corpo. Lembrem-se, a capa de protecção contra chuvas, máquina fotográfica, o guia e o seu diário, devem ficar em locais de fácil acesso, podendo para isso usar as bolsas laterais e a bolsa da parte superior da mochila. O peso é um problema permanente. A mochila totalmente carregada não deve ultrapassar a faixa de 8 a 10 kg, alguns recomendam 10% do peso do caminhante. Caso pese mais que isso, "vai pesar". Bolhas, tendinites e outros problemas físicos são, na maior parte das vezes, resultados doloridos do excesso de peso. Outro detalhe interessante que me ajudou sobremaneira nas minhas caminhadas: procure deixar a mochila pronta na noite anterior, porque você ao manusear o seu equipamento as 6h da manhã, se mexer em sacos plásticos, produzem um ruído indesejável aos peregrinos que estão ainda a descansar. Posto isto, os principais conselhos parecem-me dados e está na hora de se meter a caminho. Quando comecei poucos acreditavam em mim, lá no fundo também tinha as minhas dúvidas. Mas o dia-a-dia e a descoberta dos trilhos, a partilha diária de histórias e vivências com amigos anónimos do mundo inteiro, tornaram tudo uma bela aventura. Única! »
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 BOTAS OU TÊNIS O CALÇADO, é a peça fundamental dos equipamentos. Nunca, nunca use calçado novo para estrear no Caminho, está é a melhor garantia de voltar rapidamente para casa. Devemos levar um par já amaciado e cómodo, utilizado anteriormente nas suas caminhadas. Se forem novos, deveremos andar muitos quilómetros com eles antes da peregrinação, procurando verificar e corrigir alguns problemas se aparecerem. Alguém perguntou o que era melhor para realizar a caminhada, se botas ou ténis. Esse é um assunto que causa opiniões diversas: a caminhada / peregrinação pode ser efectuada com qualquer tipo de calçado. Existem vantagens e desvantagens em todo o tipo de calçado: - a bota é pesada o ténis é mais leve; - a sola da bota é mais rígida do que a do ténis e como consequência dar uma maior aderência de impacto e quando estamos em solos irregulares e com pedras, evita o cansaço excessivo da planta dos pés; - em terreno lamacentos o ténis adere ao barro podendo sair dos pés; - a boa bota do tipo "trekking", são impermeáveis e permite a transpiração dos pés e tem a vantagem de evitar torcer o pé quando de uma pisada em falso, enquanto que ao ténis, até agora não encontramos um que se diga impermeável; - quanto a qualidade, existe o bom ténis do tipo abotinado, o "NikeAir" e a boa bota de "trakking" da "Timberlind", possuindo membrana de "Gore-tex", (o que a torna impermeável e permite a transpiração dos pés). A questão do surgimento de bolhas nos pés devido ao tipo de calçado usado, é também muito relativa, tanto as botas como os ténis, podem trazer bolhas para o usuário. Não adianta ser a bota ou ténis mais sofisticada, pois se não estiverem bem ajustados há problema na certa. Aprendi que a cada hora e meia se deve parar uns minutos para descansar os pés. Se aparecer um riacho dá para refrescar os pés e retomar o caminho como de início. Eu usei umas botas simples de caminhada, da Berg, depois Quechua e outras da Columbia (isto porque já percorri mais de três mil quilómetros entre 2009 e 2017). Com cano médio de forma a proteger o tornozelo e deram para caminhar várias vezes o Caminho Francês e ainda fiz trechos do Caminho Central Português. Como tratei sempre bem dos pés só numa situação me apareceram pequenas bolhas, mas tratei-as sem problemas com pensos de silicone adequados. Atenção, digo isto com algum vigor: os pés e o seu bem-estar são o aspecto talvez fundamental no bom desempenho de uma caminhada. Trate-os bem, qualquer sintoma diferente, PARE, PARE MESMO, NÃO DÊ NEM MAIS UM PASSO, tire o calçado e verifique o motivo, uma meia húmida, mal colocada, enrugada, pode criar uma bolha, a mesma pode sangrar e a peregrinação acabar. Ao comprar o seu calçado para efectuar sua peregrinação, seja ele botas ou tênis, devemos levar em consideração também o espaço necessário para as meias grossas bem como tomar cuidado com determinados itens. A MOCHILA - COMO ARRUMAR A Mochila carrega os nossos bens materiais e será a nossa companheira de caminhada por muitos e longos dias, por isso na hora da escolha deve ter em conta que ela deve ser cómoda, apropriada e durável para que suas coisas não fiquem espalhadas pelo caminho. Procure um tipo anatómico com uma barriga larga e acolchoada a qual ira possibilitar que o peso da carga seja disperso pelos quadris ao invés de ser descarregado diretamente nos ombros. A barriga deve ser usada bem apertada, justamente para que isto possa acontecer. Cuidado para não confundir a barriga com uma cinta estreita que algumas mochilas possuem, apenas para ajudar a firmar o equipamento ao corpo. A barriga é composta de duas faixas largas e acolchoadas, terminam em cintas providas de ajustes. Além da barriga, uma mochila de qualidade deve possuir cintas largas e acolchoadas nos ombros e um fixador no peito, pois o peso deve ser distribuído de forma equilibrada, não ficando os ombros sobrecarregados, as cintas devem ter ajustes das alças às costas de modo a evitar que ela fique caindo para trás, garantindo a transferência do peso para os quadris independentemente do tamanho do seu tronco. Um ponto importante é o sistema de ventilação nas costas, além da existência de uma área acolchoada na parte que toca às costas, a mesma deve possuir um tecido em forma de rede o qual permite a circulação entre as costa do peregrino e a mochila. Evite mochilas largas e disformes e dê preferência àquelas com pequenos bolsos laterais e bolso superior. Outra boa característica de uma mochila é abrir também por baixo, devendo possuir uma espécie de separação (diafragma), para evitar que sempre que você queira pegar algo que se encontra no fundo da mesma, tenha que tirar tudo que está por cima. Qualquer mochila deve suportar chuva durante algum tempo sem que a mesma permita deixar entrar água para o seu interior, mas a maioria das mochilas já são feitas em materiais sintéticos que as tornam impermeável. Actualmente temos o Quéchua e a Berg, como referência nas nossas lojas, mas há outras boas marcas. No entanto aconselhamos envolver todo o material do seu interior com sacos plásticos com a finalidade de evitar surpresas desagradáveis. Pode-se também utilizar para a mesma uma capa, ou durante a chuva, utilizar um poncho apelidado de camelo que além de proteger o peregrino cobre a mesma. O tamanho da mochila deve ser compatível com o seu físico. Não compre uma mochila pequena demais (você vai ter de pendurar coisas do lado de fora e isto não é bom) nem grande demais (fica induzido a carregar coisas desnecessárias, além de carregar um equipamento mais pesado). Uma mochila de 45 a 50 litros é capaz de acomodar com facilidade a relação de roupas e demais objectos necessários à sua caminhada. Evite mochilas com capacidade acima deste volume. Uma boa mochila não deverá ultrapassar ao peso de dois quilos, quando vazia. ARRUMAÇÃO DA MOCHILA Na hora de arrumar a mochila, ponha as coisas que não podem ser molhadas em sacos plásticos. Isto serve como protecção em caso de chuvas. Depois, vá colocando as coisas mais pesadas no fundo e do lado das suas costas. e as mais leves por cima. Esta forma ordenada de guardar a bagagem faz com que a mochila se acomode melhor ao seu corpo. Lembrem-se, a capa de protecção contra chuvas, máquina fotográfica, o guia e o seu diário, devem ficar em locais de fácil acesso, podendo para isso usar as bolsas laterais e a bolsa da parte superior da mochila. O peso é um problema permanente. A mochila totalmente carregada não deve ultrapassar a faixa de 8 a 10 kg, alguns recomendam 10% do peso do caminhante. Caso pese mais que isso, "vai pesar". Bolhas, tendinites e outros problemas físicos são, na maior parte das vezes, resultados doloridos do excesso de peso. Outro detalhe interessante que me ajudou sobremaneira nas minhas caminhadas: procure deixar a mochila pronta na noite anterior, porque você ao manusear o seu equipamento as 6h da manhã, se mexer em sacos plásticos, produzem um ruído indesejável aos peregrinos que estão ainda a descansar. Posto isto, os principais conselhos parecem-me dados e está na hora de se meter a caminho. Quando comecei poucos acreditavam em mim, lá no fundo também tinha as minhas dúvidas. Mas o dia-a-dia e a descoberta dos trilhos, a partilha diária de histórias e vivências com amigos anónimos do mundo inteiro, tornaram tudo uma bela aventura. Única!
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 BOTAS OU TÊNIS O CALÇADO, é a peça fundamental dos equipamentos. Nunca, nunca use calçado novo para estrear no Caminho, está é a melhor garantia de voltar rapidamente para casa. Devemos levar um par já amaciado e cómodo, utilizado anteriormente nas suas caminhadas. Se forem novos, deveremos andar muitos quilómetros com eles antes da peregrinação, procurando verificar e corrigir alguns problemas se aparecerem. Alguém perguntou o que era melhor para realizar a caminhada, se botas ou ténis. Esse é um assunto que causa opiniões diversas: a caminhada / peregrinação pode ser efectuada com qualquer tipo de calçado. Existem vantagens e desvantagens em todo o tipo de calçado: - a bota é pesada o ténis é mais leve; - a sola da bota é mais rígida do que a do ténis e como consequência dar uma maior aderência de impacto e quando estamos em solos irregulares e com pedras, evita o cansaço excessivo da planta dos pés; - em terreno lamacentos o ténis adere ao barro podendo sair dos pés; - a boa bota do tipo "trekking", são impermeáveis e permite a transpiração dos pés e tem a vantagem de evitar torcer o pé quando de uma pisada em falso, enquanto que ao ténis, até agora não encontramos um que se diga impermeável; - quanto a qualidade, existe o bom ténis do tipo abotinado, o "NikeAir" e a boa bota de "trakking" da "Timberlind", possuindo membrana de "Gore-tex", (o que a torna impermeável e permite a transpiração dos pés). A questão do surgimento de bolhas nos pés devido ao tipo de calçado usado, é também muito relativa, tanto as botas como os ténis, podem trazer bolhas para o usuário. Não adianta ser a bota ou ténis mais sofisticada, pois se não estiverem bem ajustados há problema na certa. Aprendi que a cada hora e meia se deve parar uns minutos para descansar os pés. Se aparecer um riacho dá para refrescar os pés e retomar o caminho como de início. Eu usei umas botas simples de caminhada, da Berg, depois Quechua e outras da Columbia (isto porque já percorri mais de três mil quilómetros entre 2009 e 2017). Com cano médio de forma a proteger o tornozelo e deram para caminhar várias vezes o Caminho Francês e ainda fiz trechos do Caminho Central Português. Como tratei sempre bem dos pés só numa situação me apareceram pequenas bolhas, mas tratei-as sem problemas com pensos de silicone adequados. Atenção, digo isto com algum vigor: os pés e o seu bem-estar são o aspecto talvez fundamental no bom desempenho de uma caminhada. Trate-os bem, qualquer sintoma diferente, PARE, PARE MESMO, NÃO DÊ NEM MAIS UM PASSO, tire o calçado e verifique o motivo, uma meia húmida, mal colocada, enrugada, pode criar uma bolha, a mesma pode sangrar e a peregrinação acabar. Ao comprar o seu calçado para efectuar sua peregrinação, seja ele botas ou tênis, devemos levar em consideração também o espaço necessário para as meias grossas bem como tomar cuidado com determinados itens. A MOCHILA - COMO ARRUMAR A Mochila carrega os nossos bens materiais e será a nossa companheira de caminhada por muitos e longos dias, por isso na hora da escolha deve ter em conta que ela deve ser cómoda, apropriada e durável para que suas coisas não fiquem espalhadas pelo caminho. Procure um tipo anatómico com uma barriga larga e acolchoada a qual ira possibilitar que o peso da carga seja disperso pelos quadris ao invés de ser descarregado diretamente nos ombros. A barriga deve ser usada bem apertada, justamente para que isto possa acontecer. Cuidado para não confundir a barriga com uma cinta estreita que algumas mochilas possuem, apenas para ajudar a firmar o equipamento ao corpo. A barriga é composta de duas faixas largas e acolchoadas, terminam em cintas providas de ajustes. Além da barriga, uma mochila de qualidade deve possuir cintas largas e acolchoadas nos ombros e um fixador no peito, pois o peso deve ser distribuído de forma equilibrada, não ficando os ombros sobrecarregados, as cintas devem ter ajustes das alças às costas de modo a evitar que ela fique caindo para trás, garantindo a transferência do peso para os quadris independentemente do tamanho do seu tronco. Um ponto importante é o sistema de ventilação nas costas, além da existência de uma área acolchoada na parte que toca às costas, a mesma deve possuir um tecido em forma de rede o qual permite a circulação entre as costa do peregrino e a mochila. Evite mochilas largas e disformes e dê preferência àquelas com pequenos bolsos laterais e bolso superior. Outra boa característica de uma mochila é abrir também por baixo, devendo possuir uma espécie de separação (diafragma), para evitar que sempre que você queira pegar algo que se encontra no fundo da mesma, tenha que tirar tudo que está por cima. Qualquer mochila deve suportar chuva durante algum tempo sem que a mesma permita deixar entrar água para o seu interior, mas a maioria das mochilas já são feitas em materiais sintéticos que as tornam impermeável. Actualmente temos o Quéchua e a Berg, como referência nas nossas lojas, mas há outras boas marcas. No entanto aconselhamos envolver todo o material do seu interior com sacos plásticos com a finalidade de evitar surpresas desagradáveis. Pode-se também utilizar para a mesma uma capa, ou durante a chuva, utilizar um poncho apelidado de camelo que além de proteger o peregrino cobre a mesma. O tamanho da mochila deve ser compatível com o seu físico. Não compre uma mochila pequena demais (você vai ter de pendurar coisas do lado de fora e isto não é bom) nem grande demais (fica induzido a carregar coisas desnecessárias, além de carregar um equipamento mais pesado). Uma mochila de 45 a 50 litros é capaz de acomodar com facilidade a relação de roupas e demais objectos necessários à sua caminhada. Evite mochilas com capacidade acima deste volume. Uma boa mochila não deverá ultrapassar ao peso de dois quilos, quando vazia. ARRUMAÇÃO DA MOCHILA Na hora de arrumar a mochila, ponha as coisas que não podem ser molhadas em sacos plásticos. Isto serve como protecção em caso de chuvas. Depois, vá colocando as coisas mais pesadas no fundo e do lado das suas costas. e as mais leves por cima. Esta forma ordenada de guardar a bagagem faz com que a mochila se acomode melhor ao seu corpo. Lembrem-se, a capa de protecção contra chuvas, máquina fotográfica, o guia e o seu diário, devem ficar em locais de fácil acesso, podendo para isso usar as bolsas laterais e a bolsa da parte superior da mochila. O peso é um problema permanente. A mochila totalmente carregada não deve ultrapassar a faixa de 8 a 10 kg, alguns recomendam 10% do peso do caminhante. Caso pese mais que isso, "vai pesar". Bolhas, tendinites e outros problemas físicos são, na maior parte das vezes, resultados doloridos do excesso de peso. Outro detalhe interessante que me ajudou sobremaneira nas minhas caminhadas: procure deixar a mochila pronta na noite anterior, porque você ao manusear o seu equipamento as 6h da manhã, se mexer em sacos plásticos, produzem um ruído indesejável aos peregrinos que estão ainda a descansar. Posto isto, os principais conselhos parecem-me dados e está na hora de se meter a caminho. Quando comecei poucos acreditavam em mim, lá no fundo também tinha as minhas dúvidas. Mas o dia-a-dia e a descoberta dos trilhos, a partilha diária de histórias e vivências com amigos anónimos do mundo inteiro, tornaram tudo uma bela aventura. Única!
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 BOTAS OU TÊNIS O CALÇADO, é a peça fundamental dos equipamentos. Nunca, nunca use calçado novo para estrear no Caminho, está é a melhor garantia de voltar rapidamente para casa. Devemos levar um par já amaciado e cómodo, utilizado anteriormente nas suas caminhadas. Se forem novos, deveremos andar muitos quilómetros com eles antes da peregrinação, procurando verificar e corrigir alguns problemas se aparecerem. Alguém perguntou o que era melhor para realizar a caminhada, se botas ou ténis. Esse é um assunto que causa opiniões diversas: a caminhada / peregrinação pode ser efectuada com qualquer tipo de calçado. Existem vantagens e desvantagens em todo o tipo de calçado: - a bota é pesada o ténis é mais leve; - a sola da bota é mais rígida do que a do ténis e como consequência dar uma maior aderência de impacto e quando estamos em solos irregulares e com pedras, evita o cansaço excessivo da planta dos pés; - em terreno lamacentos o ténis adere ao barro podendo sair dos pés; - a boa bota do tipo "trekking", são impermeáveis e permite a transpiração dos pés e tem a vantagem de evitar torcer o pé quando de uma pisada em falso, enquanto que ao ténis, até agora não encontramos um que se diga impermeável; - quanto a qualidade, existe o bom ténis do tipo abotinado, o "NikeAir" e a boa bota de "trakking" da "Timberlind", possuindo membrana de "Gore-tex", (o que a torna impermeável e permite a transpiração dos pés). A questão do surgimento de bolhas nos pés devido ao tipo de calçado usado, é também muito relativa, tanto as botas como os ténis, podem trazer bolhas para o usuário. Não adianta ser a bota ou ténis mais sofisticada, pois se não estiverem bem ajustados há problema na certa. Aprendi que a cada hora e meia se deve parar uns minutos para descansar os pés. Se aparecer um riacho dá para refrescar os pés e retomar o caminho como de início. Eu usei umas botas simples de caminhada, da Berg, depois Quechua e outras da Columbia (isto porque já percorri mais de três mil quilómetros entre 2009 e 2017). Com cano médio de forma a proteger o tornozelo e deram para caminhar várias vezes o Caminho Francês e ainda fiz trechos do Caminho Central Português. Como tratei sempre bem dos pés só numa situação me apareceram pequenas bolhas, mas tratei-as sem problemas com pensos de silicone adequados. Atenção, digo isto com algum vigor: os pés e o seu bem-estar são o aspecto talvez fundamental no bom desempenho de uma caminhada. Trate-os bem, qualquer sintoma diferente, PARE, PARE MESMO, NÃO DÊ NEM MAIS UM PASSO, tire o calçado e verifique o motivo, uma meia húmida, mal colocada, enrugada, pode criar uma bolha, a mesma pode sangrar e a peregrinação acabar. Ao comprar o seu calçado para efectuar sua peregrinação, seja ele botas ou tênis, devemos levar em consideração também o espaço necessário para as meias grossas bem como tomar cuidado com determinados itens. A MOCHILA - COMO ARRUMAR A Mochila carrega os nossos bens materiais e será a nossa companheira de caminhada por muitos e longos dias, por isso na hora da escolha deve ter em conta que ela deve ser cómoda, apropriada e durável para que suas coisas não fiquem espalhadas pelo caminho. Procure um tipo anatómico com uma barriga larga e acolchoada a qual ira possibilitar que o peso da carga seja disperso pelos quadris ao invés de ser descarregado diretamente nos ombros. A barriga deve ser usada bem apertada, justamente para que isto possa acontecer. Cuidado para não confundir a barriga com uma cinta estreita que algumas mochilas possuem, apenas para ajudar a firmar o equipamento ao corpo. A barriga é composta de duas faixas largas e acolchoadas, terminam em cintas providas de ajustes. Além da barriga, uma mochila de qualidade deve possuir cintas largas e acolchoadas nos ombros e um fixador no peito, pois o peso deve ser distribuído de forma equilibrada, não ficando os ombros sobrecarregados, as cintas devem ter ajustes das alças às costas de modo a evitar que ela fique caindo para trás, garantindo a transferência do peso para os quadris independentemente do tamanho do seu tronco. Um ponto importante é o sistema de ventilação nas costas, além da existência de uma área acolchoada na parte que toca às costas, a mesma deve possuir um tecido em forma de rede o qual permite a circulação entre as costa do peregrino e a mochila. Evite mochilas largas e disformes e dê preferência àquelas com pequenos bolsos laterais e bolso superior. Outra boa característica de uma mochila é abrir também por baixo, devendo possuir uma espécie de separação (diafragma), para evitar que sempre que você queira pegar algo que se encontra no fundo da mesma, tenha que tirar tudo que está por cima. Qualquer mochila deve suportar chuva durante algum tempo sem que a mesma permita deixar entrar água para o seu interior, mas a maioria das mochilas já são feitas em materiais sintéticos que as tornam impermeável. Actualmente temos o Quéchua e a Berg, como referência nas nossas lojas, mas há outras boas marcas. No entanto aconselhamos envolver todo o material do seu interior com sacos plásticos com a finalidade de evitar surpresas desagradáveis. Pode-se também utilizar para a mesma uma capa, ou durante a chuva, utilizar um poncho apelidado de camelo que além de proteger o peregrino cobre a mesma. O tamanho da mochila deve ser compatível com o seu físico. Não compre uma mochila pequena demais (você vai ter de pendurar coisas do lado de fora e isto não é bom) nem grande demais (fica induzido a carregar coisas desnecessárias, além de carregar um equipamento mais pesado). Uma mochila de 45 a 50 litros é capaz de acomodar com facilidade a relação de roupas e demais objectos necessários à sua caminhada. Evite mochilas com capacidade acima deste volume. Uma boa mochila não deverá ultrapassar ao peso de dois quilos, quando vazia. ARRUMAÇÃO DA MOCHILA Na hora de arrumar a mochila, ponha as coisas que não podem ser molhadas em sacos plásticos. Isto serve como protecção em caso de chuvas. Depois, vá colocando as coisas mais pesadas no fundo e do lado das suas costas. e as mais leves por cima. Esta forma ordenada de guardar a bagagem faz com que a mochila se acomode melhor ao seu corpo. Lembrem-se, a capa de protecção contra chuvas, máquina fotográfica, o guia e o seu diário, devem ficar em locais de fácil acesso, podendo para isso usar as bolsas laterais e a bolsa da parte superior da mochila. O peso é um problema permanente. A mochila totalmente carregada não deve ultrapassar a faixa de 8 a 10 kg, alguns recomendam 10% do peso do caminhante. Caso pese mais que isso, "vai pesar". Bolhas, tendinites e outros problemas físicos são, na maior parte das vezes, resultados doloridos do excesso de peso. Outro detalhe interessante que me ajudou sobremaneira nas minhas caminhadas: procure deixar a mochila pronta na noite anterior, porque você ao manusear o seu equipamento as 6h da manhã, se mexer em sacos plásticos, produzem um ruído indesejável aos peregrinos que estão ainda a descansar. Posto isto, os principais conselhos parecem-me dados e está na hora de se meter a caminho. Quando comecei poucos acreditavam em mim, lá no fundo também tinha as minhas dúvidas. Mas o dia-a-dia e a descoberta dos trilhos, a partilha diária de histórias e vivências com amigos anónimos do mundo inteiro, tornaram tudo uma bela aventura. Única!
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