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GONÇALO MOLEIRO "FALAR DE ARQUITECTURA"
EDUARDO SÉRGIO O OLHO DA LIBÉLULA FERNANDO MORAIS GOMES MISSA DAS DEZ EM S.MARTINHO FILOMENA MARONA BEJA A SENHORA INFANTA EM SINTRA RAQUEL OCHOA BOM DIA OU GOOD MORNING? GONÇALO MOLEIRO "A ARQUITECTURA E O MODO COMO QUEREMOS VIVER" JOÃO RODIL CHRISTOPHER ISHERWOOD E A GERAÇÃO AUDEN EM SINTRA MIGUEL REAL BELÍSSIMO RETRACTO FICCIONAL DO CONVENTO DOS CAPUCHOS GALOPIM DE CARVALHO PEGADAS NA PRAIA GRANDE DO RODÍZIO LUÍS FREITAS LIBERDADE TOTAL Numa altura em que se volta a debater a quem compete a prática da arquitectura, num enorme passo atrás no que à qualidade do ambiente que nos rodeia diz respeito, importa perceber em que consiste este ofício - arte para uns, ciência para outros - e a sua importância para o Homem e para a cidade. Falar de arquitectura é, usualmente, sinónimo de uma mera expressão do gosto pessoal, numa constante citação de edifícios dos quais se gosta ou não, reduzindo o discurso a questões estéticas e desconectando-o da temática da cidade e da vida. Assiste-se, assim, a uma abordagem à Arquitectura semelhante ao olhar sobre um desenho ou uma pintura, como se um projecto materializasse apenas a vontade de quem lhe deu corpo, num exercício solitário e desprovido de obstáculos. A arquitectura distancia-se por completo desta liberdade meramente criativa, procurando a resolução de problemas - legais, relativos ao modo de vida das pessoas, à organização espacial, ao território, às heranças do passado e requisitos para o futuro - e visando apresentar uma solução válida para os vários temas e entidades envolvidas. A criatividade está presente no modo como se contornam os inúmeros obstáculos, mantendo a ideia que move, juntos, a equipa projectista e o cliente. Interessa compreender, neste sentido, que, ao contrário de um desenho, um projecto obedece a inúmeras regras e condicionantes. Este facto é o suficiente para afastar por completo a arquitectura das artes plásticas. Como se não bastasse, quando chega ao fim, o projecto ainda está inacabado. Isto porque precisa de se encher de vida, de pessoas, e o seu objectivo é que estas se sintam bem e que os nossos edifícios e cidades reflictam o modo como vivemos e, essencialmente, como queremos viver. “[…] Qualquer um pode desligar o rádio e abandonar os concertos, não gostar de cinema e de teatro e não ler um livro, mas ninguém pode fechar os olhos diante das construções que constituem o palco da vida citadina e trazem a marca do homem no campo e na paisagem.” Bruno Zevi A arquitectura pressupõe, assim, uma enorme responsabilidade. Responsabilidade social, para com a cidade, para com o planeta, para com a vida. Podemos considerar que a arquitectura é uma ponte entre o Homem e o mundo, tornando-o habitável. E o habitar pressupõe conforto e segurança. Encontrar este refúgio num quarto, numa casa ou num espaço público está, ao contrário do que muitas vezes se diz, ao alcance de todos. A arquitectura não é uma prática inacessível, apesar de ser muitas vezes encarada desse modo. É, sim, uma prática necessária e indubitavelmente benéfica, um trabalho conjunto cujo objectivo é possibilitar que todos vivamos melhor, experienciando edifícios e cidades que contribuam para que a nossa existência seja o mais prazerosa possível. É essencial, neste sentido, que nos identifiquemos com o sítio onde vivemos. E a arquitectura, naturalmente a par de muitas outras disciplinas, é inequivocamente importante neste contexto. Muitas das nossas memórias estão, aliás, relacionadas com espaço. Isto significa que os lugares que habitamos participam activamente na construção da nossa história. Como será a nossa vida se a arquitectura não tiver qualidade, se não tivermos consciência da sua importância? Torna-se fulcral, neste momento, olhar a envolvente construída de um modo crítico, visando melhorar os espaços que nos circundam e que tanto dizem sobre o nosso dia-a-dia. Da casa à cidade. Porque aceitar a sua constante mutação, numa criação sucessiva de camadas de história, é simultaneamente compreender o passado e construir o futuro, adaptando os espaços ao modo como pretendemos viver. Gonçalo Moleiro
GONÇALO MOLEIRO "FALAR DE ARQUITECTURA"
Numa altura em que se volta a debater a quem compete a prática da arquitectura, num enorme passo atrás no que à qualidade do ambiente que nos rodeia diz respeito, importa perceber em que consiste este ofício - arte para uns, ciência para outros - e a sua importância para o Homem e para a cidade. Falar de arquitectura é, usualmente, sinónimo de uma mera expressão do gosto pessoal, numa constante citação de edifícios dos quais se gosta ou não, reduzindo o discurso a questões estéticas e desconectando-o da temática da cidade e da vida. Assiste-se, assim, a uma abordagem à Arquitectura semelhante ao olhar sobre um desenho ou uma pintura, como se um projecto materializasse apenas a vontade de quem lhe deu corpo, num exercício solitário e desprovido de obstáculos. A arquitectura distancia-se por completo desta liberdade meramente criativa, procurando a resolução de problemas - legais, relativos ao modo de vida das pessoas, à organização espacial, ao território, às heranças do passado e requisitos para o futuro - e visando apresentar uma solução válida para os vários temas e entidades envolvidas. A criatividade está presente no modo como se contornam os inúmeros obstáculos, mantendo a ideia que move, juntos, a equipa projectista e o cliente. Interessa compreender, neste sentido, que, ao contrário de um desenho, um projecto obedece a inúmeras regras e condicionantes. Este facto é o suficiente para afastar por completo a arquitectura das artes plásticas. Como se não bastasse, quando chega ao fim, o projecto ainda está inacabado. Isto porque precisa de se encher de vida, de pessoas, e o seu objectivo é que estas se sintam bem e que os nossos edifícios e cidades reflictam o modo como vivemos e, essencialmente, como queremos viver. “[…] Qualquer um pode desligar o rádio e abandonar os concertos, não gostar de cinema e de teatro e não ler um livro, mas ninguém pode fechar os olhos diante das construções que constituem o palco da vida citadina e trazem a marca do homem no campo e na paisagem.” Bruno Zevi A arquitectura pressupõe, assim, uma enorme responsabilidade. Responsabilidade social, para com a cidade, para com o planeta, para com a vida. Podemos considerar que a arquitectura é uma ponte entre o Homem e o mundo, tornando-o habitável. E o habitar pressupõe conforto e segurança. Encontrar este refúgio num quarto, numa casa ou num espaço público está, ao contrário do que muitas vezes se diz, ao alcance de todos. A arquitectura não é uma prática inacessível, apesar de ser muitas vezes encarada desse modo. É, sim, uma prática necessária e indubitavelmente benéfica, um trabalho conjunto cujo objectivo é possibilitar que todos vivamos melhor, experienciando edifícios e cidades que contribuam para que a nossa existência seja o mais prazerosa possível. É essencial, neste sentido, que nos identifiquemos com o sítio onde vivemos. E a arquitectura, naturalmente a par de muitas outras disciplinas, é inequivocamente importante neste contexto. Muitas das nossas memórias estão, aliás, relacionadas com espaço. Isto significa que os lugares que habitamos participam activamente na construção da nossa história. Como será a nossa vida se a arquitectura não tiver qualidade, se não tivermos consciência da sua importância? Torna-se fulcral, neste momento, olhar a envolvente construída de um modo crítico, visando melhorar os espaços que nos circundam e que tanto dizem sobre o nosso dia-a-dia. Da casa à cidade. Porque aceitar a sua constante mutação, numa criação sucessiva de camadas de história, é simultaneamente compreender o passado e construir o futuro, adaptando os espaços ao modo como pretendemos viver. Gonçalo Moleiro
GONÇALO MOLEIRO "FALAR DE ARQUITECTURA"
Numa altura em que se volta a debater a quem compete a prática da arquitectura, num enorme passo atrás no que à qualidade do ambiente que nos rodeia diz respeito, importa perceber em que consiste este ofício - arte para uns, ciência para outros - e a sua importância para o Homem e para a cidade. Falar de arquitectura é, usualmente, sinónimo de uma mera expressão do gosto pessoal, numa constante citação de edifícios dos quais se gosta ou não, reduzindo o discurso a questões estéticas e desconectando-o da temática da cidade e da vida. Assiste-se, assim, a uma abordagem à Arquitectura semelhante ao olhar sobre um desenho ou uma pintura, como se um projecto materializasse apenas a vontade de quem lhe deu corpo, num exercício solitário e desprovido de obstáculos. A arquitectura distancia-se por completo desta liberdade meramente criativa, procurando a resolução de problemas - legais, relativos ao modo de vida das pessoas, à organização espacial, ao território, às heranças do passado e requisitos para o futuro - e visando apresentar uma solução válida para os vários temas e entidades envolvidas. A criatividade está presente no modo como se contornam os inúmeros obstáculos, mantendo a ideia que move, juntos, a equipa projectista e o cliente. Interessa compreender, neste sentido, que, ao contrário de um desenho, um projecto obedece a inúmeras regras e condicionantes. Este facto é o suficiente para afastar por completo a arquitectura das artes plásticas. Como se não bastasse, quando chega ao fim, o projecto ainda está inacabado. Isto porque precisa de se encher de vida, de pessoas, e o seu objectivo é que estas se sintam bem e que os nossos edifícios e cidades reflictam o modo como vivemos e, essencialmente, como queremos viver. “[…] Qualquer um pode desligar o rádio e abandonar os concertos, não gostar de cinema e de teatro e não ler um livro, mas ninguém pode fechar os olhos diante das construções que constituem o palco da vida citadina e trazem a marca do homem no campo e na paisagem.” Bruno Zevi A arquitectura pressupõe, assim, uma enorme responsabilidade. Responsabilidade social, para com a cidade, para com o planeta, para com a vida. Podemos considerar que a arquitectura é uma ponte entre o Homem e o mundo, tornando-o habitável. E o habitar pressupõe conforto e segurança. Encontrar este refúgio num quarto, numa casa ou num espaço público está, ao contrário do que muitas vezes se diz, ao alcance de todos. A arquitectura não é uma prática inacessível, apesar de ser muitas vezes encarada desse modo. É, sim, uma prática necessária e indubitavelmente benéfica, um trabalho conjunto cujo objectivo é possibilitar que todos vivamos melhor, experienciando edifícios e cidades que contribuam para que a nossa existência seja o mais prazerosa possível. É essencial, neste sentido, que nos identifiquemos com o sítio onde vivemos. E a arquitectura, naturalmente a par de muitas outras disciplinas, é inequivocamente importante neste contexto. Muitas das nossas memórias estão, aliás, relacionadas com espaço. Isto significa que os lugares que habitamos participam activamente na construção da nossa história. Como será a nossa vida se a arquitectura não tiver qualidade, se não tivermos consciência da sua importância? Torna-se fulcral, neste momento, olhar a envolvente construída de um modo crítico, visando melhorar os espaços que nos circundam e que tanto dizem sobre o nosso dia-a-dia. Da casa à cidade. Porque aceitar a sua constante mutação, numa criação sucessiva de camadas de história, é simultaneamente compreender o passado e construir o futuro, adaptando os espaços ao modo como pretendemos viver. Gonçalo Moleiro
GONÇALO MOLEIRO "FALAR DE ARQUITECTURA"
Numa altura em que se volta a debater a quem compete a prática da arquitectura, num enorme passo atrás no que à qualidade do ambiente que nos rodeia diz respeito, importa perceber em que consiste este ofício - arte para uns, ciência para outros - e a sua importância para o Homem e para a cidade. Falar de arquitectura é, usualmente, sinónimo de uma mera expressão do gosto pessoal, numa constante citação de edifícios dos quais se gosta ou não, reduzindo o discurso a questões estéticas e desconectando-o da temática da cidade e da vida. Assiste-se, assim, a uma abordagem à Arquitectura semelhante ao olhar sobre um desenho ou uma pintura, como se um projecto materializasse apenas a vontade de quem lhe deu corpo, num exercício solitário e desprovido de obstáculos. A arquitectura distancia-se por completo desta liberdade meramente criativa, procurando a resolução de problemas - legais, relativos ao modo de vida das pessoas, à organização espacial, ao território, às heranças do passado e requisitos para o futuro - e visando apresentar uma solução válida para os vários temas e entidades envolvidas. A criatividade está presente no modo como se contornam os inúmeros obstáculos, mantendo a ideia que move, juntos, a equipa projectista e o cliente. Interessa compreender, neste sentido, que, ao contrário de um desenho, um projecto obedece a inúmeras regras e condicionantes. Este facto é o suficiente para afastar por completo a arquitectura das artes plásticas. Como se não bastasse, quando chega ao fim, o projecto ainda está inacabado. Isto porque precisa de se encher de vida, de pessoas, e o seu objectivo é que estas se sintam bem e que os nossos edifícios e cidades reflictam o modo como vivemos e, essencialmente, como queremos viver. “[…] Qualquer um pode desligar o rádio e abandonar os concertos, não gostar de cinema e de teatro e não ler um livro, mas ninguém pode fechar os olhos diante das construções que constituem o palco da vida citadina e trazem a marca do homem no campo e na paisagem.” Bruno Zevi A arquitectura pressupõe, assim, uma enorme responsabilidade. Responsabilidade social, para com a cidade, para com o planeta, para com a vida. Podemos considerar que a arquitectura é uma ponte entre o Homem e o mundo, tornando-o habitável. E o habitar pressupõe conforto e segurança. Encontrar este refúgio num quarto, numa casa ou num espaço público está, ao contrário do que muitas vezes se diz, ao alcance de todos. A arquitectura não é uma prática inacessível, apesar de ser muitas vezes encarada desse modo. É, sim, uma prática necessária e indubitavelmente benéfica, um trabalho conjunto cujo objectivo é possibilitar que todos vivamos melhor, experienciando edifícios e cidades que contribuam para que a nossa existência seja o mais prazerosa possível. É essencial, neste sentido, que nos identifiquemos com o sítio onde vivemos. E a arquitectura, naturalmente a par de muitas outras disciplinas, é inequivocamente importante neste contexto. Muitas das nossas memórias estão, aliás, relacionadas com espaço. Isto significa que os lugares que habitamos participam activamente na construção da nossa história. Como será a nossa vida se a arquitectura não tiver qualidade, se não tivermos consciência da sua importância? Torna-se fulcral, neste momento, olhar a envolvente construída de um modo crítico, visando melhorar os espaços que nos circundam e que tanto dizem sobre o nosso dia-a-dia. Da casa à cidade. Porque aceitar a sua constante mutação, numa criação sucessiva de camadas de história, é simultaneamente compreender o passado e construir o futuro, adaptando os espaços ao modo como pretendemos viver. Gonçalo Moleiro
GONÇALO MOLEIRO "FALAR DE ARQUITECTURA"
Numa altura em que se volta a debater a quem compete a prática da arquitectura, num enorme passo atrás no que à qualidade do ambiente que nos rodeia diz respeito, importa perceber em que consiste este ofício - arte para uns, ciência para outros - e a sua importância para o Homem e para a cidade. Falar de arquitectura é, usualmente, sinónimo de uma mera expressão do gosto pessoal, numa constante citação de edifícios dos quais se gosta ou não, reduzindo o discurso a questões estéticas e desconectando-o da temática da cidade e da vida. Assiste-se, assim, a uma abordagem à Arquitectura semelhante ao olhar sobre um desenho ou uma pintura, como se um projecto materializasse apenas a vontade de quem lhe deu corpo, num exercício solitário e desprovido de obstáculos. A arquitectura distancia-se por completo desta liberdade meramente criativa, procurando a resolução de problemas - legais, relativos ao modo de vida das pessoas, à organização espacial, ao território, às heranças do passado e requisitos para o futuro - e visando apresentar uma solução válida para os vários temas e entidades envolvidas. A criatividade está presente no modo como se contornam os inúmeros obstáculos, mantendo a ideia que move, juntos, a equipa projectista e o cliente. Interessa compreender, neste sentido, que, ao contrário de um desenho, um projecto obedece a inúmeras regras e condicionantes. Este facto é o suficiente para afastar por completo a arquitectura das artes plásticas. Como se não bastasse, quando chega ao fim, o projecto ainda está inacabado. Isto porque precisa de se encher de vida, de pessoas, e o seu objectivo é que estas se sintam bem e que os nossos edifícios e cidades reflictam o modo como vivemos e, essencialmente, como queremos viver. “[…] Qualquer um pode desligar o rádio e abandonar os concertos, não gostar de cinema e de teatro e não ler um livro, mas ninguém pode fechar os olhos diante das construções que constituem o palco da vida citadina e trazem a marca do homem no campo e na paisagem.” Bruno Zevi A arquitectura pressupõe, assim, uma enorme responsabilidade. Responsabilidade social, para com a cidade, para com o planeta, para com a vida. Podemos considerar que a arquitectura é uma ponte entre o Homem e o mundo, tornando-o habitável. E o habitar pressupõe conforto e segurança. Encontrar este refúgio num quarto, numa casa ou num espaço público está, ao contrário do que muitas vezes se diz, ao alcance de todos. A arquitectura não é uma prática inacessível, apesar de ser muitas vezes encarada desse modo. É, sim, uma prática necessária e indubitavelmente benéfica, um trabalho conjunto cujo objectivo é possibilitar que todos vivamos melhor, experienciando edifícios e cidades que contribuam para que a nossa existência seja o mais prazerosa possível. É essencial, neste sentido, que nos identifiquemos com o sítio onde vivemos. E a arquitectura, naturalmente a par de muitas outras disciplinas, é inequivocamente importante neste contexto. Muitas das nossas memórias estão, aliás, relacionadas com espaço. Isto significa que os lugares que habitamos participam activamente na construção da nossa história. Como será a nossa vida se a arquitectura não tiver qualidade, se não tivermos consciência da sua importância? Torna-se fulcral, neste momento, olhar a envolvente construída de um modo crítico, visando melhorar os espaços que nos circundam e que tanto dizem sobre o nosso dia-a-dia. Da casa à cidade. Porque aceitar a sua constante mutação, numa criação sucessiva de camadas de história, é simultaneamente compreender o passado e construir o futuro, adaptando os espaços ao modo como pretendemos viver. Gonçalo Moleiro